domingo, 28 de junho de 2009

Se meu fusca falasse

Todo jovem que faz 18 anos pensa em uma única coisa: tirar sua carteira de motorista. Eu como qualquer um, não tive outro pensamento. No início achei que com a carteira de motorista ia poder ir até a França. Tudo começou quando milhares e insistentes pedidos foram negados para ter ele nas minhas mãos. "Ah, pra que pedir tanto, é só um fusca. Quem vai querer andar de fusca nos tempos de hoje onde só querem saber de carros automáticos?"

Aí que você se engana pequena pessoa! Hoje o meu fusca verde, ano 68 é um carro respeitado e me leva para todos os lugares. Onde vou com ele a pergunta é única: "Alysson, está de carro?" ou melhor: "Alysson, está de Horácio?".

Horácio foi o nome dado pela minha amiga Patrícia Daldegan quando em um desses inúmeros passeios, ela disse que o meu fusca se parecia muito com um personagem da Turma da Mônica chamado Horácio. Eu como nunca tive infância e muito menos curiosidade em saber, resolvi fazer uma pesquisa e vi a semelhança. Até o olhos são iguais!!!

Coitado, depois que caiu nas minhas mãos, Horácio fez até mudança. Cama, cômoda, colchões e milhares de sacolas couberam no banco traseiro. Quem diria hem, não vai me deixar na mão mesmo. Tenho orgulho desse meu verdinho. Está aí minha teoria, se ele falasse ....

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Comics X Mangás

Engraçado como que uma coisa que pensamos e planejamentos antecipadamente não saem da forma ideal, foi o que aconteceu com o nosso grupo para o trabalho de faculdade.Pedimos a reserva de um material de vídeo junto com a TV há 10 dias, saímos de lá pensando que se reservamos mais cedo, não iríamos ter problemas futuros. Foi aí que nos enganamos. Era melhor ter certeza do fato, do que pensar que estava tudo certo. Acabou que no dia combinado da gravação do nosso trabalho, não tinha sequer o cabo de áudio para ligar no microfone.Foi aí que os problemas começaram. O pânico tomou conta; entrevista marcada, lugares reservados, fita comprada, até a passagem para São João da Barra já estava garantida. Com as nossas mãos atadas e sem ter o que fazer, pensamos no seguinte: impossível seria associar o mesmo trabalho para os dois professores, cada uma com sua metodologia de pesquisa e avaliações diferentes. Matar dois coelhos com um tiro já estava descartado, naquele momento de pura aflição. Mas nem tudo estava perdido por completo, com os avanços tecnológicos nos tempos de hoje, podemos filmar parte do nosso trabalho com uma simples câmera digital. Podemos lembrar sem grande esforço que há uns 20 anos atrás, nem se pensava em fazer tal coisa. Usavam-se aqueles rolos de filmes Kodak com 12 ou 24 poses para tiras as fotos, onde qualquer manuseio fora do comum se “queimava” todo o rolo. Acho que todo mundo já passou por método arcaico antes né? Hoje em dia, de uma simples máquina com filme Kodak, temos hoje uma câmera com milhares de funções. Quem diria que tal avanço seria possível para um mundo tão moderno? Pois bem, foi assim que nosso trabalho foi salvo. Nícholas em uma “jogada de mestre”, salva o trabalho; filmando Daniela Constantini, colecionadora de Mangás que são histórias em quadrinhos feitas no estilo japonês. Ela abre as portas do seu pequeno acervo e fala dessa modalidade pouco explorada pelos amantes dos quadrinhos.

Estados Unidos versus Japão, Comics versus Mangá: alguns anos eles duelam no mercado brasileiro e mundial. Mas, o que diferencia esses dois estilos? Na maioria das vezes, quem gosta de Mangá não gosta de Comics, e vice-versa. Também não podemos esquecer de contar a história dos mangás e dos animes que estão crescendo na TV brasileira, além de falar sobre os quadrinhos americanos.
No Brasil que, antigamente, era dominado pelo Comics dos Eua (Homem-Aranha, Batman, X-men), está vendo o crescimento dos mangás e animes. A estudante Patrícia Ferreira, de 18 anos, é uma fã da cultura japonesa, e aponta uma possível causa para esse aumento. “O anime está crescendo muito pela divulgação na internet, e também pelo lançamento de edições boas e de qualidade. Acho que isso faz com que haja um interesse bem maior neles que nas HQ´s”, diz.
O mangá é um gênero da literatura japonesa e é caracterizado por seus quadrinhos. Eles têm suas raízes no período Nara (século VIII d.C.) com o aparecimento dos primeiros rolos de pinturas japonesas: os emakimono. Eles associavam pinturas e textos que juntos contavam uma história à medida que eram desenrolados.
No Brasil embora a primeira associação que as pessoas fazem sobre o anime seja relacionada com os Cavaleiros do Zodíaco, a Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações (ABDMI) discorda e afirma, que Jiraya, Ultraman, entre outros foram os pioneiros na TV. Ao contrario do Japão onde existem várias “editoras” que lançam todos os anos diversos títulos, nos Estados Unidos as duas principais são a Marvel e a DC.
A Marvel Comics, às vezes apelidada de House of Ideas (Casa de Idéias), é uma das mais importantes editoras do gênero no mundo, tendo criado a maioria dos mais importantes e populares super-heróis, Anti-Herois e vilões do mundo das Histórias em Quadrinhos. Entre as suas revistas mais famosas encontram-se o Quarteto Fantástico, Homem-Aranha, O Incrível Hulk, Capitão América, O Justiceiro, Os Vingadores, Demolidor, Thor, Homem de Ferro, Surfista Prateado os X-Men Blade: O Caçador de Vampiros, que virou filme e serie de TV, Motoqueiro Fantasma entre muitos outros títulos populares principalmente entre jovens e adultos. Desde a década de 1960 é uma das maiores empresas norte-americanas do ramo. Tem, atualmente, um catálogo de mais de 4.700 personagens. Já a concorrente a DC é uma editora subsidiária da companhia Time Warner e detém a propriedade intelectual de muitos dos mais famosos personagens de quadrinhos daquele país, como Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde, Flash, Aquaman e seus grupos como Liga da Justiça da América, Sociedade da Justiça da América, Novos Titãs, Renegados,Aves de Rapina, Patrulha do Destino, Legião dos Super-Heróis, All-Star Squadron, entre outros. Originalmente, a companhia era conhecida como National Comics e com o tempo passou a adotar a sigla "DC" que originalmente se referia a Detective Comics, uma de suas revistas mais vendidas (a qual é publicada até hoje e apresenta histórias de Batman).
Por fim Patrícia fala sobre o preconceito em relação a quem gosta de mangas,“Às vezes, rola um preconceito em relação a quem gosta de anime. Isso é porque muitas pessoas que não conhecem a cultura japonesa acham que anime é um ‘mero tipo de desenho’ e, mangá, um gibi. Para se ter uma noção, já compararam um de meus mangás com a HQ da Turma da Mônica, mas não me importo com isso”, finaliza ela.




O dia que resolvi voltar

Sempre há um recomeço. E por que não dizer um reencontro.  Numa das minhas análises, cheguei a dizer para terapeuta que escrever era uma das...