terça-feira, 7 de julho de 2009

Michael Jackson e a Indústria Cultural

Daqui pra frente, todos vão lembrar o dia 25 de junho de 2009 como a data da morte de Michael Jackson. A data sagra-se como histórica para a Comunicação Social ao reafirmar o poder da indústria cultural. Nem mesmo na morte, solitário momento reservado ao luto, parece ser poupada pela indústria cultural, que lança, sem hesitar, seus holofotes sobre a dor e à tristeza. A curiosidade sobre os últimos instantes de vida de Michael Jackson desencadeia uma avalanche de notícias que culmina com a saturação sobre as referências que calcaram o vertiginoso sucesso do mito pop. Embora Thriller tenha sido lançado em 1982, o clip no qual o cantor dança em meio a zumbis atingiu, novamente, neste final de semana, "o topo das paradas", marca alcançada pelo turbilhão de referências feitas ao vídeo que bombardearam matérias biográficas. Nem o dia do seu funeral foi perdoado. A trasmissão ao vivo do show-funeral bateu record na internet. O número de visitantes ultrapassou a marca de 109 milhões de acessos, perdendo somente para a cerimônia de posse de Obama. A quem diga que a transmissão pela internet, serviu para aproximar ainda mais os fãs do cantor (será?). Para fechar o pensamento sobre a Indútria Cultural, foi disponível o famoso pay-per-view para quem desejava acompanhar sem cortes a cerimônia. Nem vou me espantar se virar um DVD em breve! Fala verdade, somos vítimas da indústria cultural sem saber.

Com colaboração do Observatório da Imprensa

Um comentário:

  1. Acredito que a industria cultural desrepeita a privacidade das pessoas, lucra em cima da vida alheia, porem tb pode ser encarada como um veiculo prestativo e proveitoso para a população, já q tem a informaçao como peculiaridade, podendo ser util dependo da situação.

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