Um ofício, uma dádiva, um dom… um mestre e até doutor no exercício de sonhar. Uma forma discreta de contar histórias e transformar palavras em informação, como quem prepara um manjar dos deuses, acompanhado do néctar da paixão. Jornalistas… “contadores”, que buscam uma forma cada vez mais especial de encarar os fatos. Neutros diante de um ou outro lado e, principalmente, imunes às emoções.
Ser jornalista é aventurar-se no desconhecido, sem saber direito em que caminho vai dar. Desafiar o destino… confiar desconfiando. Ter sempre um “pé atrás”. É abrir caminho sem pedir permissão e nunca esmorecer diante do primeiro não. Nem do segundo, nem do terceiro… É enfrentar reis, papas, presidentes, líderes, guerrilheiros, terroristas, e até outros jornalistas…
Ser jornalista é fazer das tripas coração pra conseguir uma simples “declaraçãozinha”. Apurar, pesquisar, confrontar… perseguir as respostas implacavelmente e lidar com pressão, pressão de todos os lados.
É conceber a comunicação como algo amplo, que incorpore o receptor no processo de transmissão da mensagem, e abrir canais para a interatividade. É ter responsabilidade social, responsabilidade de construir uma sociedade democrática, onde diversos discursos têm lugar.
É estar atento para os desvios… É estado de espírito…
É antes de tudo um cara curioso e… até chato. Detalhista, insistente, que não desiste diante de um rosto fechado, uma secretária um segurança carrancudo, um telefone que insiste em dar ocupado. É persuasivo, obstinado, mas acima de tudo, apaixonado!
Publicado por Thais Aguiar - Jornal Folha da Manha - http://www.fmanha.com.br/blogs/quatroelementos/
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